Modelo Econômico da Alemanha precisa ser apreciada pelo Brasil

Modelo Econômico da Alemanha precisa ser apreciada pelo Brasil

Economia Social de mercado foi a solução encontrada pela Alemanha se reestruturar socioeconomicamente. O sistema que congrega capitalismo, altos salários e grande participação das forças de trabalho nos processos de decisão levou país a sair fortalecido de várias crises com experiências suficientes para escolher qual melhor opção para o devido momento.

A Alemanha surgiu dos feudos e principados, foi duas vezes devastada  por guerras mundiais, nunca teve colônias duradouras, seu povo vivenciou a mais dura miséria e regime ditatorial e foi dividida em duas, mas produziu as mais intelectuais e brilhantes mentes culturais e científica   da era humana, e em tempos em que o mundo inteiro se arrasta sacrificando os mais pobres por um sistema de mercado falido, os alemães desfrutam de uma sólida estabilidade econômica e social seguindo o inverso  daquela ditada pelos Estados Unidos.

A Economia Social de Mercado da Alemanha, vigente também na Áustria surgiu quando após os efeitos do pós-guerra mundial e a unificação levaram a fuga de investidores, ao mesmo tempo que suas empresas se arremessavam mundo afora em busca de países onde seriam mais barato produzir ou recebiam grandes incentivos (leia-se subsídios, isenção de impostos e até dinheiro sem juros) dos governos, dentre estes, o Brasil. O governo alemão trabalhou a igualdade creditais permitindo a expansão do empreendedorismo, fazendo com que o país superasse as explosões nos preços do petróleo nos anos 1970 e 1980, o impacto da reunificação nos 1990, a recessão mundial e está passando firme pela atual crise que atinge a o continente Europeu.

A economia Social de Mercado é um sistema baseado na cooperação e no consenso ao invés da competição, e que cobre toda a teia socioeconômica, desde o setor financeiro ao industrial e ao Estado. Foi idealizada por Alfred Müller-Armack. O seu uso começou na Alemanha Ocidental do pós-guerra, que estava sob o governo democrata-cristão do chanceler Konrad Adenauer, e se manteve, desde então, como uma espécie de política de Estado.

Alfred Müller-Armack foi um alemão economista, sociólogo cultural, autor do conceito e co-fundador da economia social de mercado,nascido em 28 de junho de 1901, Essen na Alemanha. Definiu a Economia Social de Mercado como uma “combinação do princípio da liberdade no mercado com o princípio da igualdade social" razoabilizando certo equilíbrio social e econômico pacificamente, preservando os princípios que rege sociedade  com base no bom senso, justiça, liberdade e igualdade.

Sebastian Dullien, economista do Conselho Europeu de Relações Exteriores, concorda que o consenso e cooperação estão presentes em todas as camadas da economia alemã. A cooperatividade já é trabalhada desde a pré-escola aos gestores empresariais em vários países Europeus e Oceania, todos eles desfrutam de excelente estabilidade econômica social e um excelente sistema público, dentre estes, estão a Noruega e a Finlândia, ambas no topo da escala como Nações com melhor índice de desenvolvimento humano.

"No centro estão os sindicatos e os patrões, que coordenam salário e produtividade com o objetivo obter um aumento real dos rendimentos dos funcionários  além de manter os postos de trabalho. A integração é tal que, por lei, os sindicatos estão representados no conselho de administração, participam das decisões estratégicas nas empresas," Sebastian Dullien.

Mas ainda há desafios que ameaçam a estabilidade alemã, suas exportações são ameaçadas pela expansão industrial do mercado chinês, e a industrialização de outros países que buscam por independência. Outro problema que os alemães enfrentam, porém não tão difícil de serem resolvidos, é a taxa de natalidade que não é suficiente para manter e recompor seu mercado de trabalho, problemas também enfrentados em maior nível pela Itália e Japão.

Como publicado na BBC, não se trata unicamente de uma ameaça externa ou de uma bomba-relógio demográfica. Um estudo do Instituto Hall mostra que mesmo em uma economia social de mercado, a interdependência de bancos, empresas e governo pode possibilitar situações de interferência política. De acordo com a pesquisa, os bancos do Estado emprestam consideravelmente mais durante os anos eleitorais, o que é típico do ortodoxismo neoliberal anglo saxônico.



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Foto de Franckfurt. A Alemanha desfruta de elevado bem estar social pela forte estabilidade economica