O problema do poder no capitalismo

O problema do poder no capitalismo

O prestígio nos negócios está bem associado ao poder. As receitas de um homem de negócios já não são as medidas dos seus êxitos; passaram a ser um dado de interesse secundário. O prestígio de um negócio está em reversivelmente ligado a importância de sua empresa que o indivíduo dirige.

O modelo de economia baseado na livre concorrência aparenta ser o mais eficiente nas soluções dos problemas de mercado sem a judicialização ou estatização na evolução natural. A eficiência foi durante muito tempo, uma espécie de fetiche dos economistas, e no princípio, essa preocupação teve forte base humanitária. 

Até o século 19 a pobreza havia sido em todas as épocas e em quase todos os países de destino da maior parte da humanidade. Para aliviar essa pobreza, nada melhor do que se ter mais produção de mão-de-obra e recursos existentes. Com efeito, em um mundo em que havia pouco desemprego, não existe outro remédio para a pobreza, em virtude da distribuição usual da renda e a considerável inquietação política, sem falar um fracasso que frequentemente acompanhada a quanto propugnassem por uma distribuição mais equitativa da renda. A perspectiva de aliviar a pobreza, observou Marshall, ''dá aos estudos econômicos seu principal e mais alto interesse''.

Por outro lado, para o homem de negócio e para o filósofo político, o que os atraía no modelo baseado na concorrência é a solução do problema do poder. Essa é, contudo, a razão de sua permanência entre os economistas norte-americanos. Com efeito para a maioria dos norte-americanos a chamada livre concorrência foi durante muito tempo um conceito mais político do que econômico.
Poder e economia
As grandes corporações detêm o poder e influência

Apesar desse convencionalismo que proscreve a ostensiva luta pelo poder e que induz a busca do eufemismo para ocultar sua conquista, não indica que nós como povo, sintamos aversão ao poder.  Pelo contrário poucas coisas são mais apreciadas e mais ciumento das guardadas em nossa sociedade pelo que o possuem. Nos Congressos de países como o Brasil, Estados Unidos ou França, o prestígio está sutilmente graduado pelo número de votos e pacotes de influência que determinado membro traz consigo junto as comissões. O grau de autoridade que um funcionário público exerce ou a quantidade de gente que trabalha sob sua direção - uma Rude demonstração disso pode ser feita nas classes mais Humildes do serviço público- são as medidas reconhecidas de sua importância. No serviço público dá-se como admitido que tanto autoridade quanto aos subordinados serão acumulados pelo homem enérgico.

 O prestígio nos negócios está bem associado ao poder. As receitas de um homem de negócios já não são as medidas dos seus êxitos; passaram a ser um dado de interesse secundário. O prestígio de um negócio está em reversivelmente ligado a importância de sua empresa que o indivíduo dirige. Os negócios norte-americanos desenvolveram um sistema de prioridade baseados quase exclusivamente no capital da sociedade. Na nobreza dos negócios, a honra dos duques pertence aos chefes das grandes corporações empresariais

Os Condes, Barões, cavaleiros, escudeiros seguem atrás em razoável e estrita conformidade com os capitais de suas respectivas empresas. Em nosso tempo o homem que é meramente rico é pouco importante. A homenagem se rende, não há dúvida, ao “vulgar, porem afortunado” homem de negócios. Contudo a própria ordem da expressão mostra que esse teve que superar a desvantagem de ser vulgar para ganhar o seu lugar ao sol.

A razão não estar em que a comunidade dos negócios renda sincera homenagem a importância das empresas e com isso aos homens que dirigem as empresas maiores. O que ocorre é que a importância da sociedade que o indivíduo dirige, é por sua vez, um forte expoente do poder que tal indivíduo exerce. E quem diz importância da sociedade diz última responsabilidade pelas decisões que afetam um grande número de empregados, sobre preços que afeta um grande número de fregueses, sobre políticas de inversão que provocam grandes alterações nas receitas, subsistência ou perspectivas da comunidade.  Enquanto o indivíduo deve desautorizar seu endereço em tomar as decisões, seus colegas, pelo respeito que ele tem, mostram -com a mesma clareza que os membros do congresso e os funcionários públicos em seus respectivos Campos -a direção de suas próprias Ambições.

Evidente que o poder apresenta problemas intrincados em uma comunidade que detesta existência dele, repudia, mas aprecia seu exercício. Dada natureza humana, alarma pelo exercício do poder visa sempre às segundas pessoas. Um homem de negócios não se inquieta pelo uso da autoridade e é até o guardião dela quando exercida por quem a conquistou por esforço de mérito. Mas ele se quieta pelo abuso de autoridade por parte do governo.

O Liberal por natureza encara o exercício do Poder como preocupação. Se se dar um cargo público, não é provável que se   acautele do perigo de que abusa de sua autoridade conquistada legalmente. Essa tendência de alarmar se com posse do Poder por segundas pessoas é acrescida pelo hábito de negar o poder que alguém possui. Afirmação convencional de que alguém não tem nenhum poder logo se converte em convicção. Em todo o caso, o homem que possui autoridade privada ou pública e provavelmente que seja mais consciente das restrições e freios sobre suas decisões que o seu poder para as entender.

Uma decisão que alguém é livre para tomar raramente impressiona a outro como exercício de poder. Na medida em que não deixa impressão alguma é provável que mais se pareça com uma clara demonstração de inteligência. Decisão que alguém está apreendido pela autoridade de outro é algo muito diferente. Forçosamente deve fazer grande impressão. A impressão será também, normalmente, a de abuso arbitrário e abuso de poder. Tal é a razão pela qual Vivemos em um mundo de constantes protestos contra qualidade dos demais e réplica que refletem o profundo e geralmente autêntico conteúdo de Inocência ofendida.