Tiradentes: Inconfidência Mineira e República de Minas Gerais

Tiradentes: Inconfidência Mineira e República de Minas Gerais

Em 21 de abril de 1792, Tiradentes foi enforcado no Rio de Janeiro. Atualmente lembrada como feriado nacional, a data se tornou símbolo da luta pela Independência do Brasil, embora as pretensões republicanas dos integrantes da Inconfidência Mineira tivessem limitações regionais. O sonhado futuro dos rebelados se passava pela República de Minas Gerais e não pela República do Brasil.

Tiradentes pretendia criar a República de Minas Gerais
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Tiradentes sonhava com a independência de Minas   

Antes de 1822, o Brasil não era considerado um país independente. Era apenas um território que pertencia a Portugal. Sendo assim, tudo que era produzido pela colônia, como era chamado, tinha que ser enviado para lá. Os impostos pagos pela população do Brasil pelos produtos consumidos eram muito altos. Com isso, o povo vivia oprimido. Nesse contexto, nasceu Joaquim José da Silva Xavier, em São João Del Rei, em Minas Gerais, no ano de 1746. Ele desempenhou várias funções como tropeiro, minerador, fez parte do regimento militar dos Dragões deMinas Gerais e até dentista ele foi, profissão esta que lhe rendeu o nome de Tiradentes.

Tiradentes não se conformava com a exploração vivida pelo Brasil. Ele queria que a nossa pátria fosse livre. Então, decidiu se unir a outras pessoas que tinham os mesmos objetivos, entre eles, advogados, poetas e padres, para tentar libertar o Brasil dessa situação. Devido a sua boa oratória e espírito de liderança, foi o escolhido para comandar o movimento conhecido como Inconfidência Mineira, ocorrido em 1789. O objetivo era fazer, no chamado dia da “derrama” (em que eram cobrados da população os impostos atrasados), um protesto, alertando as pessoas sobre o plano de libertação e em seguida prendessem o governador Visconde de Barbacena. Mas o plano não deu certo. Tiradentes foi traído por um companheiro de luta: Joaquim Silvério. Joaquim devia 700 contos ao rei de Portugal e, para ter a dívida perdoada, entrou no grupo de Tiradentes, se informou do plano e denunciou ao próprio Visconde de Barbacena.

Trinta e quatro membros do movimento foram presos, acusados de traição à coroa portuguesa. Onze deles foram condenados à morte, mas todos tiveram as penas amenizadas, menos Tiradentes. Ele foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro. Antes de morrer, Joaquim da Silva Xavier disse: “Jurei morrer pela independência do Brasil, cumpro a minha palavra! Tenho fé em Deus e peço a Ele que separe o Brasil de Portugal”.

A Inconfidência Mineira não foi o único movimento do período colonial que aspirava a libertação do domínio da coroa portuguesa. Existiram outros, igualmente com propostas de emancipação regional. E além desses, a história registra ainda diversas revoltas que, embora não tenham se constituído com a intenção de proclamar a independência, almejaram autonomia para criação de normas locais ou questionaram medidas administrativas da metrópole e de autoridades regionais.

Patrono Cívico da Nação

Joaquim José da Silva Xavier morreu em 1792, no Rio de Janeiro. Em 1822, o Brasil se tornou independente. Mas a bravura de Tiradentes só foi reconhecida em 1867, época em que foi erguido, na cidade de Ouro Preto, um monumento em sua memória.
A data de 21 de abril se tornou feriado e Tiradentes foi proclamado Patrono Cívico da Nação Brasileira pela Lei 4.867, de 9 de dezembro de 1965. O título é uma homenagem às pessoas que se destacaram fazendo algo de extrema valia para o país.

Surgimento do movimento

Considerada uma das mais importantes articulações em prol da independência do Brasil durante o período colonial, a Inconfidência Mineira, também conhecida como Conjuração Mineira, surgiu com a união de um grupo de militares e intelectuais. Esse grupo sustentava um pensamento contestador da política da época que buscava uma forma de desvincular o Brasil da condição de colônia portuguesa.


Com base em arigos da EBC